Onirismo da Logística Reversa II
A irresponsabilidade dos consumidores e autoridades que comandam os serviços de limpesa municipal e legislam sem causa, também compõem o conjunto dos objetivos da reciclagem.
Mudemos o foco para a urbanização das cidades,seu desenvolvimento requer propiciar ao seu cidadão uma boa qualidade de vida sem diferenças etárias.
Existe o Plano Diretor das instituições governamentais com objetivo de propor diretrizes e apoiar projetos que tragam trabalho e desenvolvimento aos m divididos em canteiros municípios que se encontram mais próximos do cidadão. As convocações públicas que são realizadas com esse objetivo, passam ao largo da população, já que sua divulgação é leviana e direcionada a certos grupos e sociedades que possuem uma visão que vai na contra mão do assunto aqui exposto.
Nessa área o que predomina é o código da construção civíl que definirá os parámetros de desenvolvimento das zonas territoriais do município, mas não vão se espantar ao saber que não existe um padrão de comportamento a ser exigido das empresas construroras em seus empreendimentos, tudo é ajeitado!
Deveríamos cobrar dos nossos administradores/gestores políticos uma ética de urbanização que se tornasse parámetro de bem estar da OMS - Organização Mundial da Saúde. O ideal de espaço para a convivência e bem estar do cidadão que seria mínimo de 9 (nove) metros quadrados e 12 (doze) metros quadrados de área ecológica, o que não observamos nas edificações antigas ou atuais nos vários lançamentos imobiliários de todas as cidades, quase sempre é reservado uma pequena área, "canteiros", gramada e palmeiras ao centro, essa é a área verde oferecida pelas empresas construtoras e que respeitam o Plano Diretor aprovado, sendo que em uma edificação de 15 andares com 6 apartamentos por andar e uma média de três ocupantes por apartamento, teríamos cerca de 270 moradores que terão que se satisfazer com 40/50 metros quadrados arquitetônicamente apresentados como área de convivência ecológica aos residentes.
Imaginem como seria se respeitassem o bem estar do cidadão seguindo os parámetros da OMS, teríamos cerca de 3.240 metros quadrados de área verde neste imaginário condomínio.
Mas quem ganha com isso?
Pensemos bem.......!
Quando ocorrem as reunões públicas para definirem as regras do Plano Diretor, além do público político, outras instituições representativas diversas que se denominam defensoras do bem estar e qualidade de vida para o cidadão, definem as regras da construção civíl nos municípios sem a presença do principal interessado.......quem reside na cidade e município, o cidadão.
De outro lado do mundo, no continente africano, ironicamente o excesso ocasiona o choque ecológico.
Com objetivo de ajuda humanitária, os países mais ricos localizados no continente Europeu, tem enviado semanalmente 15 milhões de vestuário usados aos país de Gana. O demasiado zêlo no socorro a população carente daquele país, criou um problema maior e que tem ocasionado um acúmulo de material descartado pela união europeia, fazendo surgir montanhas de resíduos sólidos não degradáveis dos vestuários doados ou descartados enviados aquele país, tem sido tanto descarte que o mesmo tem se sobreposto ao solo em alguns locais, exemplo da área litorânea.
Mas isso é ajuda ou estão descartando o lixo de seus países?
Voltemos a pensar.....! porque não pararam de enviar material?
Simplesmente porque é mais barato aos países ricos e desenvolvidos livrarem-se do seu lixo mascarando-os de doações aos países mais pobres e carentes no planeta.
São essas observações que devemos atentar quando se fala em ecologia e engenharia reversa (reciclagem) de resíduos sólidos, seja ele em nosso país ou em qualquer outro. Nenhum poder sócio-econômico estatal ou privado irá deixar seu lucro em prol do meio que vive, imaginam que só fora do seu microcosmo e além dos limites territoriais se suas empresas e país é que sofrerão o colápso ecológico.
Muito também se comenta sobre os créditos de carbono que tem se tornado o pote de ouro para empresas e governos; são milhares de milhões de dólares que países desenvolvidos doam para conservação do meio ambiente e para a oxigenação do planeta, dinheiro a fundo perdido, sem comprovação ética na aplicação e que alimenta governos do terceiro mundo e ONGs de origens duvidosas. Imagino muitos desatinos fiduciários, para não usar outra palavra, no caminho desses donativos disfarçados de créditos de carbono.
Nossa conscientização para salvar o planeta tem melhorado, muitos cidadãos efetuam acúmulo de resíduos sólidos residencial deixando material para a coleta seletiva ou dos inúmeros catadores que circulam pelas cidades, fazendo um pouco poderemos chegar lá.
Mas precisamos de mais.......uma visão mais profissional e logística sócio-econômica para que avancemos afim de salvar nossa sobrevivência no planeta. Não devemos fraquejar ou esmorecer diante de tantas adversidades para tentar-mos regenerar nosso meio ambiente e conservá-lo.
Temos que bravamente nos contactar com grupos sérios e responsáveis, buscar e exigir dos gestores públicos a severidade aos crimes ecológicos e apresentar estratégias realistas e fundamentais para evitar o grande colápso e que em alguns locais já vem ocorrendo.
Para realizar uma ação séria e real, devemos conhecer nosso habitat mais próximo e ir ampliando a atuação; conhecer as ruas e vizinhos onde residimos para formalizar uma ação conjunta no recolhimento de resíduos sólidos, depois nosso bairro e para finalizar, nossa cidade.
Como exemplo focarei no bairro que resido na cidade de São Paulo,tenho visto a colaboração desinteressada dos meus vizinhos quanto a coleta seletiva feita por empresa paga pala prefeitura ou por coletores particulares (catadores) que recolhem o lixo selecionado.
Mas é desanimador quando ampliamos nossa visão em relação ao bairro, pois também é uma região de muitos estabelecimentos recreativos (bares e restaurantes) e que ao término do final semana, observamos um grandioso número de resíduos sólidos que se espalham nas ruas e praças do bairro. O serviço municipal de limpeza urbana é deficitário diante do abuso dos frequentadores sendo tudo pago pelo contribuinte prejudicado no seu bem estar. Uma situação recorrente em quase toda a cidade.
Enfim......temos que conscientizar todos os cidadãos, que iniciem a jornada educando seus filhos para obter um futuro melhor, seus amigos e vizinhos para contribuir numa ação conjunta.
A cidade de São Paulo é a maior capital brasileira, com maior população urbano do país:
_ Possuirmos bolsões de pequenas e médias empresas de industrialização específica para resíduos sólidos;
_O lixo recolhido nestas regiões não tem sido seletiva, nem com objetivo ao resíduo industrial e residencial;
_ Possuem grande fluxo comercial e população flutuante que produz o lixo ocasional;
_ Estas localidades possuem pouquíssimos locais de arrecadação para reciclagem ou recolha de entulho;
_ Localização destes poucos núcleos de arrecadação são de difícil acesso.
O pouco conhecimento que tenho de bolções para coleta seletiva ou recolha de resíduos sólidos nas áreas comerciais do Bom Retiro e Brás (retalhos tecido), os eletrônicos na Santa Ifigênia e o multiverso da 25 Março, são poucos, falhos ou inesistentes.......numa região tão valorizada na produção de resíduos.
Porque não colocar-mos em cada bolsão, industrial/comercial de pequena e média produção e grande fluxo flutuante, um ponto de recolhimento específico conforme a produção local - como no caso de recolhimento eletrônico na Santa Ifigênia!
Mas não nos iludamos só com esse esforço, temos que obter apoio dos gestores públicos e das grandes empresas produtoras de bens de consumo para que possamos dar recolhedor (catador) melhores condições monetárias.
Na Lei de resíduos sólidos está claro o ajuizamento da responsabilidade dos produtores de bens de consumo para efetivar um plano de recolhimento destes resíduos......mas pouco fazem! Até o momento grandes empresas economizaram ao não desenvolver projetos para os resíduos de seus produtos......valores inimagináveis! Pois empurraram com a barriga as despesas para isso, e coniventemente com o poder público e a alienação dos cidadãos!
"Não há almoço de graça!" esse é o refrão que temos que guardar em nossas mentes quando falamos de recolhimento e beneficiamento do resíduo sólido em qualquer parte do planeta.
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